Empresários baianos pedem adiamento da discussão sobre fim da escala 6×1

Representantes de quatro federações se reuniram nesta segunda-feira, em Salvador, e defenderam que o debate no Senado seja ampliado e fique para depois das eleições
Foto: Divulgação

Representantes de quatro importantes federações empresariais da Bahia defenderam nesta segunda-feira (31), durante uma mobilização realizada em Salvador, o adiamento da discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1. O setor produtivo afirma que a mudança pode provocar impactos econômicos e defende mais tempo para analisar os efeitos da proposta antes de uma votação no Senado.

O posicionamento foi apresentado pelos presidentes da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado da Bahia (Faeb) e da Federação das Empresas de Transportes dos Estados da Bahia e Sergipe (Fetrabase).

A mobilização integra a campanha nacional “Agora, Não”, que pede o adiamento da votação da proposta e defende que a discussão sobre mudanças na jornada de trabalho ocorra fora do período eleitoral.

Os representantes empresariais afirmam que não são contrários ao debate sobre a redução da jornada de trabalho. A principal reivindicação é que uma alteração com impacto direto sobre a economia e as relações de trabalho seja discutida de forma mais ampla com empresários, trabalhadores e representantes do poder público.

Segundo o setor produtivo, uma eventual mudança nas regras poderá exigir a reorganização de escalas e turnos, especialmente em segmentos que mantêm atividades contínuas.

Os empresários também demonstraram preocupação com os possíveis efeitos sobre os custos das empresas, a produtividade e a geração de empregos.

A proposta que está em discussão prevê mudanças na jornada de trabalho e tem provocado um debate nacional entre representantes dos trabalhadores e do setor empresarial.

Enquanto defensores do fim da escala 6×1 argumentam que a mudança pode ampliar o tempo de descanso e melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores, representantes empresariais alertam para a necessidade de avaliar os efeitos econômicos e operacionais da medida.

A mobilização realizada em Salvador ocorre em uma semana considerada decisiva para a tramitação da proposta no Congresso Nacional. A expectativa é de que o tema avance no Senado nos próximos dias.

Com o posicionamento conjunto, as entidades baianas defendem que a discussão seja adiada para permitir uma análise mais aprofundada antes de uma decisão definitiva sobre as mudanças na jornada de trabalho.

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