Campanha de multivacinação começa em agosto para atualizar cadernetas de crianças e adolescentes

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A campanha nacional de multivacinação começou nesta segunda-feira (3) em todo o país com o objetivo de ampliar a proteção contra doenças que podem ser prevenidas por vacinas. A estratégia prioriza a conferência e a atualização da situação vacinal de crianças e adolescentes menores de 15 anos.

A mobilização segue durante o mês de agosto e busca alcançar principalmente pessoas que estejam com alguma dose prevista no Calendário Nacional de Vacinação atrasada. A orientação das autoridades de saúde é que pais e responsáveis levem os filhos a uma unidade que ofereça vacinação para que os profissionais avaliem a caderneta.

A campanha não significa que todas as pessoas deverão receber novas doses. A necessidade de vacinação será definida individualmente, de acordo com o histórico registrado e as recomendações do Programa Nacional de Imunizações.

A conferência da caderneta é importante porque algumas vacinas exigem mais de uma dose para completar o esquema de proteção. Quando uma etapa deixa de ser realizada no período recomendado, o acompanhamento posterior permite identificar o que precisa ser regularizado.

Além de proteger individualmente quem recebe o imunizante, a manutenção das coberturas vacinais ajuda a reduzir a circulação de doenças na população. Esse efeito é especialmente importante para pessoas que não podem ser vacinadas por determinadas condições médicas.

A estratégia deste ano também ocorre em um cenário de atenção para o sarampo. O Ministério da Saúde ampliou, em julho, a recomendação de vacinação contra a doença em três municípios de São Paulo após a identificação de casos relacionados à importação do vírus.

A campanha nacional está prevista para ocorrer até 1º de setembro. O chamado Dia D da mobilização está programado para 22 de agosto.

Para saber quais vacinas precisam ser atualizadas, a recomendação é procurar uma unidade de saúde levando a caderneta de vacinação. A avaliação deve ser feita por um profissional, que poderá indicar as doses necessárias conforme a idade e o histórico de cada pessoa.

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